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23 Jul 2018

Qual o rumo da classe criativa?

Escrito por Agata Yamashiro.

Escolher uma profissão não é fácil e, ultimamente, ser designer parece uma escolha ainda mais complicada. A discussão é grande, e o intuito deste post é saber, de quem já trabalha na área, por quê o mercado está tão exigente? E pra quem quer entrar, quais são as maiores dificuldades?

Em 2002, o professor das Universidades de Nova York e Toronto, Richard Florida, inventou a expressão “classe criativa“. Essa expressão é encontrada no livro “A Ascensão da Classe Criativa“, onde o pesquisador americano defende a idéia de que, no século XXI, o mercado será dominado por aqueles que atuam em setores como games, software, audiovisual, design, moda, editoração e mídia. Essa nova classe, diferente da classe operária, teria o ‘privilégio’ de trabalhar com o que gosta, com horários mais flexíveis e num ambiente em que você pode ser “mais você”.

Após alguns anos, e passado o entusiasmo, em torno desta “Economia Criativa”, muitos criativos no mundo real lidam com relações informais de trabalho, instabilidade financeira, autogestão e com a ansiedade de alimentar a rede de contatos, por sinal considerada um bem valioso na “economia da reputação”.

Em 2012, a revista Forbes fez o levantamento das formações menos promissoras nos EUA, baseado na taxa de desemprego inicial e na média de salário anual para o começo de carreira,  e em 8° lugar estava a de designer gráfico.

Ser um criativo fez (e faz) ótimos profissionais no design, artes e na música, mas ainda não ajudou tanto a levantar taças quando se trata dos negócios. Fala-se muito a respeito do mercado criativo estar cada vez mais exigente, porém os salários não tem acompanhado tais exigências. Até mesmo a revista Computer Arts questionou, recentemente, se os designers realmente são mal pagos.

Ao mesmo tempo temos sinais positivos, como o crescimento do volume de investimento corporativo em ações de inovação no país, tanto nas empresas nacionais quando nas estrangeiras que aqui atuam.

Em junho de 2012, foi criada a Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura, com o objetivo de conduzir a formulação, a implementação e o monitoramento de políticas públicas para o desenvolvimento local e regional, priorizando o apoio aos profissionais e aos micro e pequenos empreendimentos criativos brasileiros. Em novembro deste ano, houve uma audiência na camara dos deputados para debater a economia criativa e projetos do Ministério da Cultura. Um passo importante para a classe criativa brasileira.

Portanto vale ficar atento e  informado sobre a média de salários e, também, aos “mercados vizinhos” (moda, publicidade, etc), é sempre possível aprender algo novo e agregar conhecimento e valorizar o seu trabalho.

Estude sempre, seja arquitetura da informação, comportamento do consumidor ou marketing. Tudo que possa ajudar a justificar suas escolhas são importantes e vão auxiliar a conquistar e manter clientes.

Investigue outros mercados. Conversar com quem trabalha em outra área pode mostrar uma maneira diferente de encarar situações similares: projetos, clientes e administração, e assim por diante.

Para quem escolheu a profissão de designer e, além de acreditar em sua importância e ser apaixonado por aquilo que faz, acredita, assim como eu que, que a profissão está passando por um ciclo (que já aconteceu com jornalista e engenheiros, por exemplo), certamente, ainda teremos uma profissão (mais) reconhecida e valorizada.

Até lá continuamos nos esforçando pra que a profissão seja mais valorizada, e com a alegria de fazer o que realmente gostamos!

 

 

 

 

via.Des1gn'ON

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