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22 Jan 2018

Adobe Bridge: 10 coisas que todo designer deve saber

Escrito por Agata Yamashiro.

Entenda como o Brigde funciona e por quê você deveria usá-lo. Para quem ainda não sabe o Bridge é um software de gerenciamento de conteudo e é instalado junto com os pacotes da Adobe Creative Suite. Mas tem muita gente que não faz uso desse software. Esse artigo serve para ajuda-los (e convence-los) a usar o Bridge – não como um software para pesquisa de fotos – mas como um verdadeiro gerenciador de arquivos. Vejam as 10 dicas que todo designer deve saber sobre ele:

 

 

Primeira e mais obvia

Prefira o Bridge em vez do Finder ou o Explorer.

Por ser um software para gerenciar conteudo, é isso que ele faz de melhor. Com recursos como colocar labels, classificar por estrelas, por tipos de arquivo e mais uma grande variedade de opções. Isso permite trabalhar com mais rapidez.

Por muitas vezes eu me via navegando por uma infinidade de pastas, referências, clientes e outras tantas possibilidades, que eu sentia que meu trabalho poderia ser mais eficiente, mas organizado e mais rápido. E acredite… ele fica.

Gaste mais tempo fazendo alguma coisa, do que procurando as peças que compõe essa coisa.

 

Segunda

Navegar com favoritos.

Usar o Bridge não elimina um uso organizado de pastas e arquivos. Por exemplo, eu tenho uma pasta clientes; dentro dessa pasta o nome de cada cliente… e segue numa organização mais ou menos assim:

Cliente > ed.32 > Anuncios / Capa / Diagrama / Docs / Editorial / Materias / PDF / Social / Still / templates

Esse é um exemplo de um cliente / revista que eu uso como padrão e a organização segue em mais níveis e sub-níveis, claro; O importante é encontrar o seu padrão; e depois de encontra-lo você vai aplica-lo a todos os seus clientes.

Depois de organizar seus arquivos, dentro do Bridge, você passa a criar favoritos e jogar as pastas do lado esquerdo. Você irá se surpreender com a velocidade em que você acessa os chamados arquivos roots – aqueles que te guiam para os demais sub-níveis.

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Ao lado esquerdo você encontra os favoritos. A Dica é arrastar ‘pastas’ para o favoritos e não arquivos…

bridge-cs4-filter-ratings

… mas caso queira definir quais os arquivos você prefere; use as estrelas. Assim você pode usar esse recurso ‘filter’ para exibir somente os arquivos 3 estrelas (ou mais), por exemplo.

 

Terceira

Drag and Drop.

Esse é talvez o melhor recurso do Bridge. Do que adiantaria achar facilmente seus arquivos se você tivesse que voltar para o software em que estava trabalhando (InDesign, Illustrator ou Photoshop) e ter que ir em File > Open ou File > Place e ter que procurar de novo o arquivo (e ainda usar o Finder ou Explorer para isso)! Que nada; Achou no Bridge? Arraste para a janela do programa… simples.

 

Quarta

Preview de Snippets ou arquivos nativos do InDesign.

Caso você use o InDesign para (quase) tudo; assim como eu! Esse recurso é fantástico.

Por não ser um arquivo muito comum, os sistemas operacionais não processam esses arquivos gerando thumbnails. Mas o Bridge sim, portanto você navega pelo Bridge e visualiza os thumbs antes de abri-los, sabendo previamente do que se trata.

temp_tela

Olhe essa tela com os thumbs (miniaturas) dos arquivos do InDesign (indd) sem abrir o arquivo eu consigo visualizar do que se trata. Clique para ampliar.

 

Quinta

Batch multiplos arquivos.

Existem alguns recursos que realmente salva tempo. Como renomear arquivos de diversas formas; como por exemplo, numeros na ordem crescente…

Há também o recurso ‘Image Processor‘ do Photoshop que você gera arquivos Tifs, Psd ou Jpgs automaticamente e ainda aplica algum ‘action‘ do photoshop…Imagina aplicar um action como um efeito de instagram em uma pasta com centenas de fotos? Com o Bridge isso se torna facil, facil.

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Para ter acesso à esse recurso, basta ir no menu superior Tools > Photoshop > Image Processor…

image-processor-2

Essa janela se abre com opções de 1. Quais arquivos – 2. Em qual pasta você quer salvá-los – 3. Em qual formato e 4. Aplicando algum action do Photoshop (Run Action)

 

Sexta

Navegar com o path bar. Fazer uso do path bar é fácil, basta clicar na seta a direita e ela abre as sub-pastas para vc selecionar… ao clicar ele abre novamente o novo sub-nível… e assim por diante até você chegar à pasta destino. É mais rápido que o duplo clique, procura, duplo clique…

 

Sétima

Output e export.

Sim dá para publicar direto para o Facebook, Flickr… ou ainda salvar em um HD ou photoshop.com. Mas que tal enviar para a sua equipe uma previa de um ensaio fotografico? O Bridge também gera um PDf com thumbs dos arquivos para compartilhar com a equipe – tudo na aba ‘Output‘.

Havia um contact sheet onde você podia criar uma lista de pessoas e emails para envio, mas esse recurso foi descontinuado e confesso para vocês, não sei porque! Sempre me pareceu uma ótima idéia.

Picture-6-742107

Essa aba (Output) também é util para gerar miniaturas de diversos arquivos em um único painel PDF. Arquivo de tamanho reduzido com várias thumbs para compartilhar com sua equipe de produção ou criação.

 

Oitava

Achar arquivos rapidamente com a pesquisa.

Esse é o objetivo maior do Bridge e se você usá-lo com as dicas acima, acredite, você vai encontrar seus arquivos mais rápido.

Use o campo pesquisa, classifique por tipo, use os filtros para visualizar somente os arquivos três estrelas… e por aí vai. O campo de pesquisa é muito bom e ignora Caps e procura por pedaços de palavras; E ainda respeita a hierarquia de arquivos – pesquise somente de uma pasta para frente.

 

Nona

Uso de metadatas e palavras-chave.

Grande parte do poder do Bridge está no metadata. Existem campos que são gerados automaticamente, mas existem outros editáveis como autor e muitos outros.

Use, mas não abuse; não edite os campos você sabe que não vai usar; a regra aqui é ganhar tempo e não se tornar burocrático. As palavras-chaves também são úteis pois podem ser usados, automaticamente, nos filtros.

 

Décima e útlima

Salvar as pesquisas e criar coletâneas.

Na verdade coletâneas é uma forma de salvar pesquisas. Basta ir na aba ‘collections‘ e criar uma.

Ao navegar pelas fotos e arquivos, você vai arrastando para essa coletânea. Perceba que ele não move ou copia os arquivos, assim ele não modifica o local das mesmas. Ele serve para criar grupos com conteúdo de seu interesse e de diversas partes do computador.

Você pode criar uma coletânea e depois criar um preview com o output, por exemplo – rápido, fácil e sem mexer na organização dos arquivos do seu computador.

collection

Essa aba ‘collections’ cria uma coletânea, ou seja, atalhos para diversos arquivos em diversos locais diferentes… Nesse caso uma coletânea de ‘texturas’ com 8 arquivos selecionados.

 

Por experiencia propria, eu posso dizer que essas dicas são válidas e ajudam mesmo. Caso você se sinta estranho usando o Bridge no começo; a minha dica é: insista! Você pode estranhar no começo e até se ver voltando para o Finder ou o Explorer mas com o uso constante a sua produtividade vai melhorar.

Espero tê-los ajudado, pois o nosso objetivo não é simplesmente achar as coisas mais rápido; e sim sermos mais eficientes.

PS.: Dica de última hora: Evite o mini-bridge do InDesign… eu acho ele terrível e não vejo serventia nenhuma!! ;)

Adobe Bridge: 10 coisas que todo designer deve saber

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